Quarto de hospital
A luz que surpreende as lâmpadas desavisadas da velha cidade
Não mais acordam cêdo os olhos que ainda dormem
Ramelados, nao venceram a embriaguês dos remédios
A pele ressecada e as escaras pelo corpo denunciam a imobilidade dos hospedes insatisfeitos
Os pés que antes caminhavam livres pelos caminhos que a idade consentiam
Hoje, suspensos, contam histórias através dos calos feitos pelas insistentes sandálias de couro
Mãos que acenavam, agora puxam mangueiras de oxigênio em buscam de ar mais poluído
Por companhia constante somente o ser que acompanhou a cada um desde o parto
As outras, eventuais, revezam turnos longos e cansativos
Que não conhecem nada do que revelam aos perguntadores de branco
Oh, longa volta pra casa. Oh, cheiro que não se sente mais.
Onde está aquele aroma de café?
Por que levantar não é fácil?
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
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